Quanto vale um ponto de audiência em 2026: a conta do IBOPE
Em 2026, 1 ponto de audiência no ranking nacional do IBOPE vale cerca de 277,7 mil casas e 700 mil pessoas. Veja SP, Rio, a conta e o que mudou desde 2017.
Por Redação TV de Perto · Edição: Bruno Teles

Em 2026, cada ponto de audiência no ranking nacional do IBOPE equivale a cerca de 277,7 mil domicílios ou quase 700 mil pessoas. Em São Paulo e no Rio, o ponto vale bem menos.
O motivo é simples: o ponto não é um número fixo de pessoas. Ele é sempre 1% do universo medido, e cada região tem o seu universo. Por isso "15 pontos em São Paulo" e "15 pontos no Brasil" são audiências de tamanhos muito diferentes.
A regra do ponto em uma frase
O IBOPE escreve a regra no rodapé de todas as tabelas: "um ponto de audiência corresponde a 1% destes respectivos universos". O universo é o total estimado de domicílios e de indivíduos da região que está sendo medida.
Há sempre dois pontos possíveis na mesma tabela. O ponto domiciliar conta casas com a TV sintonizada. O ponto individual conta pessoas. Quando uma notícia diz "o programa marcou 20 pontos", vale conferir se o número é domiciliar ou individual.
Os valores de 2026, região por região
Os universos abaixo são os que o IBOPE usa no ranking da semana de 7 a 13 de setembro de 2026. O valor do ponto é esse universo dividido por 100.
| Região | Universo de domicílios | 1 ponto domiciliar | Universo de indivíduos | 1 ponto individual |
|---|---|---|---|---|
| Nacional (15 regiões, PNT) | 27.766.950 | cerca de 277,7 mil | 69.996.184 | cerca de 700,0 mil |
| Grande São Paulo | 7.878.053 | cerca de 78,8 mil | 19.963.267 | cerca de 199,6 mil |
| Grande Rio de Janeiro | 4.977.836 | cerca de 49,8 mil | 12.205.361 | cerca de 122,1 mil |
Fonte: IBOPE, Audiência de TV PNT TOP 10, 07/09/26 a 13/09/26, rodapé das tabelas. Valores arredondados pelo TV de Perto.
Como fazer a conta com um programa real
No ranking de 7 a 13 de setembro de 2026, o Jornal Nacional (linha "SS" da tabela) marcou 21,4 pontos domiciliares no ranking nacional. Multiplicando por 277,7 mil, dá cerca de 5,9 milhões de domicílios sintonizados, em média.
Na Grande São Paulo, o mesmo telejornal marcou 21,5 pontos. Como lá o ponto vale cerca de 78,8 mil casas, a conta resulta em perto de 1,7 milhão de domicílios. O número de pontos é quase igual; o tamanho da plateia, não.
Por que o ponto domiciliar e o individual não batem
Uma casa sintonizada pode ter uma, duas ou cinco pessoas na frente da TV. Por isso o IBOPE também publica a audiência individual em número absoluto (a coluna Rat#), em milhares de pessoas.
Na mesma semana, o Jornal Nacional teve média de 6.355,8 mil pessoas no ranking nacional. É um número direto, sem precisar converter ponto em gente, e por isso é o dado mais seguro para comparar plateias.
O que mudou desde 2017
O próprio IBOPE deixa no ar os rankings antigos, com os universos da época. Em setembro de 2017, o universo nacional das 15 regiões era de 24.088,6 mil domicílios e 68.420,2 mil indivíduos. Um ponto valia, então, cerca de 240,9 mil casas e 684,2 mil pessoas.
| Ano (setembro) | 1 ponto domiciliar (nacional) | 1 ponto individual (nacional) | Pessoas por domicílio no universo |
|---|---|---|---|
| 2017 | cerca de 240,9 mil | cerca de 684,2 mil | 2,84 |
| 2026 | cerca de 277,7 mil | cerca de 700,0 mil | 2,52 |
Fontes: IBOPE, ranking de 18 a 24/09/2017 e ranking de 7 a 13/09/2026. Cálculos: TV de Perto.
O ponto de casa cresceu mais que o de gente
Entre 2017 e 2026, o ponto domiciliar nacional ficou cerca de 15% maior, enquanto o ponto individual cresceu pouco mais de 2%. A conta mostra que o número de domicílios nos universos do IBOPE cresceu mais rápido que o número de pessoas.
Na prática, isso quer dizer que comparar "pontos" de anos distantes engana. Um programa com 20 pontos domiciliares em 2026 representa mais casas do que 20 pontos em 2017, mas não necessariamente mais pessoas na mesma proporção.
Quando o valor do ponto muda
O universo não é fixo, como mostra a comparação com 2017. O jeito seguro de saber qual valor está em uso é o rodapé do próprio ranking, que traz o universo de domicílios e de indivíduos de cada região e o período medido.
Quem quiser entender como o painel é montado, quais cidades entram e como ler rating, share e cobertura encontra o passo a passo em como funciona a audiência da TV no Brasil.
Ponto não é o mesmo que share
O ponto mede a audiência contra o universo inteiro, inclusive quem está com a TV desligada. O share mede a fatia que um canal ou plataforma tem entre quem está assistindo a alguma coisa naquele momento.
É por isso que os estudos de consumo de vídeo, que comparam TV aberta, TV paga e aplicativos, falam em share e não em pontos. Os números mais recentes dessa disputa estão em streaming x TV aberta.
Três erros comuns ao ler pontos
O primeiro é comparar pontos de regiões diferentes como se fossem iguais. O segundo é comparar pontos de anos distantes sem olhar o universo. O terceiro é somar pontos de programas diferentes como se a mesma plateia não tivesse visto os dois.
Os termos usados nessas tabelas, como universo, Rat# e cobertura, estão explicados no glossário da TV e do streaming.
Fontes
- IBOPE (Fifty5Blue): Audiência de TV PNT TOP 10, 07/09/26 a 13/09/26 (universos PNT, GSP e GRJ) (conferido em 25 de setembro de 2026)
- IBOPE (Fifty5Blue): Dados de audiência nas 15 praças regulares, 18/09 a 24/09/2017 (universos de 2017) (conferido em 25 de setembro de 2026)
Mais sobre
Para continuar no assunto
Audiência
Como funciona a audiência da TV no Brasil: quem mede e como
Quem mede a audiência da TV no Brasil, onde ficam os aparelhos, o que é o PNT e como ler rating, share e cobertura no ranking semanal do IBOPE.
Audiência
Streaming x TV aberta: o que dizem os dados de audiência no Brasil
TV aberta ainda lidera o consumo de vídeo no Brasil, com 55,5% em agosto de 2026, mas o vídeo online já tem 37,2%. Veja os números do IBOPE e do IBGE.
Guias
Glossário da TV e do streaming: 40 termos explicados
Ponto, share, PNT, horário nobre, SeAC, FAST, TV box homologada: 40 termos da TV e do streaming explicados com a definição das fontes oficiais brasileiras.